quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A leopoldina

O novo CD da Leopoldina contém todos os temas que todos nos lembramos de ouvir em crianças, na voz dos grandes talentos de Portugal. Já imaginou os Xutos & Pontapés a cantarem “Eu perdi o dó da minha viola”? ou David Fonseca a cantar a música do “Vitinho”? e que tal Pedro Abrunhosa a interpretar “Era uma vez um cavalo” e Rita Redshoes a cantar… “Rita”?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Mistérios de Lisboa" recebeu o Prémio Louis Delluc em França

O Prémio Louis Delluc, que distingue o melhor filme francês do ano, foi ganho pela produção luso-francesa "Mistérios de Lisboa", realizado pelo chileno Raul Ruiz. "O Escritor Fantasma", de Roman Polankski" , "Dos Homens e dos Deuses", de Xavier Beauvois ou "Carlos" de Olivier Assayas eram outros dos potenciais vencedores. "Mistérios de Lisboa", adaptação do romance com o mesmo nome de Camilo Castelo Branco, já tinha sido distinguido no Festival de San Sebastián e Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 
O vencedor do prémio Delluc do ano passado foi "Um Profeta", de Jacques Audiard, que viria a ser um dos cinco nomeados para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. No passado, realizadores como Jean-Luc Godard, Jacques Tati e Alain Resnais foram distinguidos com o galardão, que é atribuído desde 1937.
Do elenco do filme, que estreou em Portugal em Outubro, fazem parte Léo Seydoux, Maria João Bastos e Ricardo Pereira. O júri do prémio foi presidido por Gilles Jacob, director do Festival de Cannes.
Segundo o press release da distribuidora Atalanta, o filme, que ainda está em exibição no cinema King em Lisboa, vai ser exibido no dia 22 deste mês no Cine-Teatro S. Pedro em Abrantes. Em Janeiro, "Mistérios de Lisboa" vai ser visto em Faro, Portimão, Sesimbra.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Recomendo:

Lisboa tem mais um espaço gourmet. Chama-se Quinoa, em homenagem a um cereal originário da América do Sul, e fica no Chiado (Rua do Alecrim, 54). Além de padaria biológica, com uma dezena de variedades de pão feito na hora – do pão de centeio com especiarias ao de quinoa –, também é uma cafetaria, uma casa de chá e uma loja de produtos gourmet, como chás Mariage Frères e Kusmi Tea, compotas e patés Fauchon, chocolates biológicos e mel nacional. Na carta pode encontrar várias receitas originais, entre muffins, bagels (de salmão fumado, queijo e cebolinho), uma trilogia de hambúrgueres biológicos, sanduíches saudáveis, sopas, saladas, sumos naturais e doces caseiros. Do antiquário que existia neste edifício centenário ficaram a grande porta encarnada da entrada, as arcadas em pedra e a escadaria em madeira que leva à mezanine. O design e a atmosfera cosmopolita completam o cenário. Aberto terça e quarta-feira, das 8h00 às 20h00; quinta e sexta-feira, das 8h00 às 22h00; sábado, das 10h00 às 22h00; e domingo, das 10h00 às 18h00.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deolinda nos melhores discos do ano do jornal "Sunday Times"

O álbum "Dois Selos e um Carimbo", do grupo Deolinda, foi considerado um dos dez melhores álbuns do ano na área de world music e jazz pelo jornal inglês Sunday Times.
O grupo de Ana Bacalhau volta a pontuar entre os dez melhores, tal como aconteceu com o disco de estreia "Canção ao lado", no ano passado, que ficou também entre os dez melhores.
"Dois selos e um carimbo" coloca-se ao lado de álbuns de Fela Kuti, Angelique Kidjo, Amira & Merima Kljuco e de Seu Jorge.
Também esta semana, o "The Huffington Post" escreveu sobre a banda portuguesa, destacando a voz singular de Ana Bacalhau e a alegria contagiante das músicas da banda portuguesa que começa agora a entrar no mercado internacional. Até há pouco tempo, os Deolinda estiveram em digressão nos Estados Unidos.
"Dois Selos e um Carimbo", ó segundo álbum da banda, já é disco de Platina em Portugal.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Documentário português sobre o Complexo do Alemão

"Complexo: Universo Paralelo", o documentário português filmado nas favelas do Rio de Janeiro foi distinguido no Artivist Film Festival. O documentário foi filmado no Complexo do Alemão, um conjunto de favelas que nos últimos dias foi ocupado pelas forças militares e policiais brasileiras. 

"Complexo: Universo Paralelo" ganhou o prémio Direitos Humanos no Artivist Film Festival, festival norte-americano dedicado aos direitos dos animais e preservação do ambiente, além dos direitos humanos, que nesta edição mostra os filmes em Hollywood, entre 1 e 4 de Dezembro, em Nova Iorque , de 9 a 12 de Dezembro, e no Rio de Janeiro na Primavera de 2011.

As filmagens de "Complexo: Universo Paralelo" não foram nada fáceis, conta Henrique Salgado, produtor do filme. "Foi difícil, ganhar a confiança das pessoas, pesquisar, lidar com a diversidade de situações... nada disso foi fácil. Nem encontrar um ângulo de abordagem imparcial; mas acho que conseguimos", acrescentou. 

"Complexo: Universo Paralelo", criado em conjunto pelos irmãos Patrocínio, Mário e Pedro, realizador e director de fotografia, respectivamente, é um documentário sobre a vida no Complexo do Alemão, um conjunto de favelas considerado um dos lugares mais perigosos da América do Sul. Mostra a convivência, lado a lado, entre os traficantes e as pessoas que tentam sobreviver em condições difíceis. "Não mostramos só violência e sangue. Tentamos mostrar como é difícil viver lá". O documentário, que vai estrear em Portugal no início de 2011 mas ainda está em negociações para estrear no Brasil, foi filmado sem apoios. "Não tivemos ajudas, tivemos que entrar com o nosso dinheiro. No Brasil, diziam que estávamos malucos por pensar em filmar no Complexo; em Portugal ninguém sabia muito sobre o tema". Os irmãos Patrocínio e o produtor acabaram por alugar material, formar uma equipa com um brasileiro e um português e avançar com o projecto. Isto em Junho de 2007, uma altura em que o Complexo estava cercado por 1500 polícias. 

Os irmãos Patrocínio direccionaram as câmaras para três pessoas: Dona Célia, mulher que vive no limiar da miséria com o marido e oito filhos numa casa com pouco mais de 12 metros quadrados; Seu Zé, o presidente da Associação de Moradores do Complexo Alemão há 30 anos - assistiu à chegada das drogas, das armas; e por fim MC Playboy, um músico local que tenta mostrar que nas favelas não existem só traficantes, que representam um dos poderes instituídos no Complexo do Alemão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Angel City

Produção Teatro A Barraca, com texto de Sam Shepard, direcção de Rita Lello, interpretação de Paulo Curado, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso e Vânia Naia, música original de Paulo Curado (saxofone), Ricardo Santos e Pedro Freixo (electrónica), desenho de luz de Fernando Belo, desenho de som de Ricardo Santos, stage fighting de Nuno Constantino, figurinos de Inna Siryk, adereços pela A Barraca. 
À porta fechada, numa sala com vista sobre a cidade, guionistas, produtores e secretarias, em frenesim criativo procuram uma catástrofe, um êxito incontornável que conduza as massas ao delírio. Lá fora a pressão do público, do orçamento, do lucro, do resultado, da poluição. Infalibilidade é o que se pretende. Sam Shepard situa as suas personagens em Clover City, mas também podiam estar num armazém em Vialonga. A sala é uma penthouse mas podia ser um subterrâneo. O carácter Absurdo do texto de Shepard permite transpôr esta realidade e conferir-lhe uma radical universalidade. Em Parábola, o fim da espécie, o inevitável desembocar num beco sem saída a que sucessivas escolhas falhadas conduziram um grupo de gente, amostra de uma sociedade voraz e autofágica, condenada ao inevitável fim. Uma comédia negra sobre o valor de mercado da criatividade. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Super Bock em Stock 2010

Está aí mais uma edição do Super Bock em Stock! No total, são cerca de 30 bandas - com destaque para a música nacional - que actuam neste festival de Inverno, a decorrer em diversos espaços da cidade de Lisboa. De salientar ainda os concertos dos James, em Lisboa e no Porto, onde será apresentado o mais recente trabalho discográfico da banda, The Night Before. Numa onda mais electrónica, o Lux Frágil recebe os Chromatics.

Super Bock em Stock 2010
Nos dias 3 e 4 de Dezembro, a Avenida da Liberdade, a Praça da Alegria e o Marquês de Pombal, em Lisboa, voltam a ser palco de um corrupio fora do comum. Trata-se da terceira edição do Super Bock em Stock, a decorrer em vários espaços, separados por pequenas distâncias, que vão desde o Cabaret Maxime ao BES Arte & Finança, passando pelo Cinema São Jorge, Restaurante Terraço Hotel Tivoli, Parque de Estacionamento Marquês de Pombal e Estação de Metro Avenida. Quanto ao cartaz, contempla, no primeiro dia, nomes como B Fachada feat Sérgio Godinho, Zola Jesus, Lars and The Hands of Light, Adam Kesher, Jorge Palma, entre muito outros. No segundo dia deste festival de Inverno, vão passar pelos espaços definidos nomes como Linda Martini, Vicente Palma, I Blame Coco, Nuno Prata, Lula Pena e muitos outros. Os bilhetes para o evento, válidos para os dois dias, têm um preço único de 40 euros e devem ser trocados por pulseiras nas bilheteiras do São Jorge.

James
A banda inglesa toca em Lisboa e no Porto, nos dias 3 e 4 de Dezembro, respectivamente. Na Invicta, o concerto está agendado para o Pavilhão Rosa Mota e, segundo a promotora, os bilhetes, cujos preços variam entre os 25 e os 30 euros, já estão esgotados. Em Portugal, os James, que há uns anos decidiram voltar à actividade, apresentam o seu novo trabalho, intitulado The Night Before. A banda de Tim Booth sempre teve um vasto culto em Portugal, pelo que não é difícil adivinhar a calorosa recepção às novidades e a clássicos como Sit Down, She's a Star, Say Something, Laid ou Sometimes.

Chromatics
Night Drive intitula o álbum que o trio de Portland apresenta em Lisboa, esta quinta-feira, dia 2 de Dezembro, no Lux Frágil. Um outro concerto estava agendado para o Teatro Sá da Bandeira, no Porto, mas a fraca procura de bilhetes fez com que o espectáculo fosse cancelado. Já em Lisboa, prevê-se casa cheia para ouvir a sonoridade dos Chromatics, marcada por uma electrónica melancólica. De Night Drive, destaque para a inspirada versão do clássico Running Up That Hill, de Kate Bush, que fará certamente parte deste concerto a não perder! O preço dos bilhetes é de 20 euros.

James Walsh
O homem forte dos Starsailor apresenta-se pela primeira vez em Lisboa e, no Santiago Alquimista, mostra o EP de estreia em nome próprio, intitulado Live at the Top of the World. A subida ao palco está agendada para o dia 30 de Novembro, às 21h30, e os bilhetes custam 20 euros. Após o último álbum da banda Starsailor - Silence is Easy -, editado em 2004, o cantor e compositor James Walsh decidiu fazer uma pausa no projecto e dedicar-se à sua carreira a solo, estando neste momento a preparar o seu primeiro álbum, o qual conta com Ricky Ross, Sasha Scarbeck e Suzanne Vega na composição das suas canções.

Wovenhand
Os norte-americanos Wovenhand estão de regresso a Portugal para dois concertos agendados para 5 de Dezembro, na Casa da Música, no Porto, e para o dia 7 do mesmo mês no Santiago Alquimista, em Lisboa. A banda de Eugene Edwards, enigmático mentor dos 16 Horsepower, lançou em 2010 o disco de originais The Threshingfloor. No nosso país apresentam-se cinco anos após a estreia em Paredes de Coura e um ano e meio depois do concerto em Leiria. Quanto ao novo álbum, conjuga indie-rock com referências à world music. O preço dos bilhetes para estes espectáculos é de 23 euros.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OS BURGUESES | REBORN

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mostra de Cinema da América Latina no São Jorge

A Casa da América Latina promove a primeira Mostra de Cinema da América Latina, no São Jorge, desde ontem e até 28 de Novembro. O realizador Sebastián Lelio e o director de fotografia Benjamin Echazarreta do filme "Navidad", e Jorge Pérez Solano, realizador de "Espiral", são os convidados confirmados. Nesta primeira mostra foram escolhidos quatros países, Argentina, Chile, Colômbia e México, como forma de comemoração dos 200 anos da sua independência. Oito títulos, todos premiados, pretendem dar a conhecer em Lisboa o cinema que se pratica naquela parte do mundo e que não chega a este lado do Atlântico.
Simples histórias de família, de casais, histórias de fronteira relacionadas com a imigração, com a luta por um pedaço de terra, thrillers históricos, dramas sobre a pobreza e violência ou comédias negras com um olhar crítico sobre a educação e a repressão dos regimes ou as contradições sociais das jovens democracias latino-americanas são os argumentos. A Mostra abriu ontem com "Navidad" do chileno Sebastian Lélio e prolonga-se até domingo, com a exibição de "Nietos - Identidad y Memoria", do realizador Benjamin Ávila, e "El Vuelo del Cangrejo", de "Oscar Ruíz Navia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prémio Cinanima 2010

Viagem a Cabo Verde, de José Miguel Ribeiro, venceu o prémio António Gaio, para a melhor curta portuguesa. Mencções honrosas para Pedro Serrazina e Joana Toste.


sábado, 20 de novembro de 2010

Comer, Orar, Amar

Hollywood, como sempre, está atenta aos fenómenos literários e rapidamente anunciou a intenção de passar a obra literária "Comer,Orar e Amar"  a filme. O elenco, com Julia Roberts no papel principal, é de luxo. A realização foi entregue a Ryan Murphy. Brad Pitt é um dos produtores desta película cujas filmagens (que a autora acompanhou a par e passo) foram rodadas nos locais da obra (a título de curiosidade a casa do xamã Ketut, em Bali, é real).
O filme exagera no drama e o bom humor patente no livro de Gilbert — onde a autora, muitas vezes, troça de si própria — pouco transparece no filme. Por outro lado embora Julia Roberts esteja bem no papel (a actriz até se converteu ao hinduísmo após as filmagens) falta profundidade às restantes personagens. As transições das cenas de um cenário para o seguinte, fazem-se de forma abrupta, impedindo o espectador de se sentir na pele das personagens (algo que Elizabeth fez tão bem no livro). Pelo contrário há cenas que se arrastam demais.
O filme também comete erros primários. Os italianos estão indignados com a forma caricata como são retratados no filme. Os mais furiosos são os adeptos da Lazio dado que no filme a personagem Luca Spaghetti surge erradamente como apoiante do clube rival (Roma). Outra gaffe monumental está ligada à personagem Felipe (que na vida real não é propriamente um homem sedutor), interpretada pelo galã espanhol Javier Bardem. O actor bem se esforça por imitar o sotaque brasileiro 
e por trautear as músicas 
de João Gilberto, mas o seu 
ar de “macho latino” não convence quem já leu o livro. 
O filme vale por Julia Roberts, pela fotografia com paisagens deslumbrantes e pela qualidade da banda sonora.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Inimigo Público

Cimeira da NATO: Sócrates vai levar Obama a uma roulote de bifanas



Barack Obama, na última cimeira com a Rússia, levou o presidente Medvedev a almoçar hambúrgueres. O protocolo de estado português tomou nota da ideia e, amanhã à tarde, José Sócrates vai convidar o presidente norte-americano para lanchar uma bifana e um penalty de vinho verde do garrafão numa roulote da Nacional 115, a S. Julião do Tojal. Para ganhar embalagem para o jantar, os dois governantes vão comer conquilhas do Eduardo, na Parede, e, para encerrar em beleza, jantam sandes embaladas de delícias do mar na bomba de gasolina da Segunda Circular. O code dress desta fase da cimeira é fato de treino + “Record” debaixo do braço + maço de tabaco entalado na manga da t-shirt.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Livraria Lello é a terceira melhor

A livraria portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet como a terceira melhor do mundo no guia que a editora australiana lançou para 2011. Em primeiro lugar ficou a City Lights Books, de São Francisco, e em segundo o El Ateneo Grand Splendid, de Buenos Aires. No Lonely Planet's Best in Travel pode ler-se que a Lello, "uma jóia da arte nova em Portugal", continua a ser uma das lojas "mais espantosas" do mundo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Exposição: Corpo - Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República

Corpo – Estado, medicina e sociedade no tempo da I República é o título escolhido para uma exposição que pretende dar conta da história da medicina em Portugal nas décadas da consolidação do poder e do prestígio dos médicos, bem como das relações entre este saber, o poder político e os diversos grupos sociais. É a história de um saber e de um poder que não recusou a sua vocação social. O Corpo não pretende ser apenas uma exposição exclusivamente documental e ilustrativa, dimensão que, porém, é fundamental. A mostra de objectos, documentos e fotografias visa, também, problematizar as relações do médico com o doente e com o corpo humano, individual ou social, e questionar o saber científico da medicina e dos médicos no tempo da I República.


Local: Lisboa, Terreiro do Paço, Torreão Poente
Período de exibição: 23 de Julho a 31 de Dezembro 2010
Horário: Todos os dias, das 10h00 às 18h00


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prémio Portugal Telecom de Literatura 2010

Chico Buarque é o vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2010, com o romance Leite Derramado. O escritor esteve na cerimónia conduzida por Jô Soares e onde se homenageou José Saramago e se ouviram os acordes da banda a passar.

sábado, 6 de novembro de 2010

DURAÇÕES DE UM MINUTO

Clara Andermatt e Marco Martins criam um espectáculo que reflecte sobre a forma como cada minuto é "consumido" na nossa vida e o modo como as pessoas tendem a relacionar-se com o tempo e a memória. As personagens, fechadas num espaço isolado e intemporal, fazem experiências - sobre o tempo, e com o tempo.
A partir de textos de Gonçalo M. Tavares, os intérpretes – bailarinos e actores - emprestam a sua experiência autobiográfica à peça: o tempo de uns será necessariamente diferente do tempo de outros – e não apenas por as idades variarem entre os 24 e os 86 anos.
Os dois criadores, de áreas de expressão distintas, oferecem a esta criação conjunta os seus olhares que se misturam e que se cruzam, contaminam, fazendo de durações de um minuto uma criação que vai além da dança ou da imagem.
A peça foi criada a partir de textos de Gonçalo M. Tavares e com testemunhos biográficos dos intérpretes: Luna Andermatt, Ana Diaz, Carla Maciel, Ivo Canelas, Nuno Lopes, Romeu Costa, Sam Louwyck, São Castro, Sofia Dias e Vítor Roriz. 
Durações de um Minuto vai estar em cena até 28 de Novembro, de quinta-feira a sábado às 21h00 e domingo às 17h30, na sala principal do São Luiz. O preço dos bilhetes varia entre os €5 e os €20.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Estoril Film Festival


O Estoril Film Festival começa hoje com várias antestreias nacionais, a mais recente produção europeia, retrospetivas de autores consagrados e uma programação para lá do cinema, alargada a mais espaços do concelho de Cascais. Até ao dia 14, a quarta edição convidou figuras como o músico Lou Reed, o ator John Malkovich, o juiz Baltazar Garzón, os realizadores Abbas Kiarostami, Stephen Frears e Mathieu Amalric, o produtor discográfico Manfred Eicher e o artista plástico Lawrence Weiner. Todos eles vão estar no Estoril a falar com o público e a partilharem o seu trabalho transversal ao cinema, passando pela música, pela moda, pela fotografia. Aceda aqui ao programa.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Terrakota editam hoje "World Massala"

Tendo como ponto de partida a Índia, os Terrakota, grupo de 'World music' nascido em Portugal, editam hoje "World Massala", o seu quarto álbum de originais.
O trabalho faz jus ao multiculturalismo a que a banda, formada por músicos de várias nacionalidades (portugueses com ascendência africana, italianos e espanhóis), tem habituado o público. Em "World Massala", os Terrakota contaram com vários músicos indianos que conheceram quando, em 2009, foram convidados para actuar nos Himalaias.
Em informação divulgada pela banda, o vocalista e guitarrista Júnior conta como surgiu o trabalho: "Estávamos a trabalhar numa raga Indiana tradicional quando a Ladakh Confluence nos convidou para tocar na Índia, no tecto do Mundo, os Himalaias, em Agosto de 2009. Aproveitámos a oportunidade para gravar com vários musicos indianos e, de regresso a Lisboa, cozinhámos estas gravações com os nossos próprios temperos".
Nesta aventura multicultural de 11 faixas, os Terrakota contam com a colaboração de vários nomes conhecidos do público, como o angolano Paulo Flores e os portugueses Cool Hipnoise.
Para além da sonoridade mestiça, a banda assume ainda "letras subversivas e de consciência política elevada", com alertas para os benefícios da agricultura biológica, contra a indústria farmacêutica enquanto negócio lucrativo ou a favor da livre circulação de pessoas no mundo - "Ninguém é ilegal!", defende a vocalista Romi.
O Hard Club do Porto, recentemente renovado, foi o local escolhido para a  apresentação do novo disco dos Terrakota, que decorreu no passado sábado, dia 30. Em Lisboa, a banda apresenta-se no dia 3 de Dezembro, no Teatro São Luiz, numa actuação no âmbito do Festival Lisboa Mistura.
No seu primeiro single, "World Massala", os Terrakota fazem "um cruzamento entre a Índia e a Jamaica mas também entre o folk do Rajasthan e a Índia clássica" e contam com uma celebridade de Bollywood, a actriz Vasundhara Das. O teledisco é da autoria de Pedro Coquenão e a acção passa-se na cidade indiana de Nova Deli.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

GRU, O MALDISPOSTO


Gru – O Maldisposto não inova em nada, não tem nada de particularmente original, e esquece-se facilmente depois de se sair da sala de cinema. Mas aquilo que faz, fá-lo bem; cativa do início ao fim, tem uma bela lição moral, e as suas personagens e respectivas peripécias colocam facilmente um sorriso na cara do espectador com a sua inocência e o seu espírito adorável. Há por aí dezenas de filmes iguais, mas dentro dessas dezenas não são muitos os que conseguem não cair no puro ridículo e nem ter pretensões a ser mais do que são; Gru – O Maldisposto triunfa em ambos. Não há-de deixar marcas em ninguém, mas um sorriso (quer seja temporário ou não) deixará de certeza. E, às vezes, isso basta.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A UCCLA fez 25 anos

A língua portuguesa nas suas diferentes formas. Ontem, no Tivoli, viu-se o português colocar diferentes máscaras mas sempre com o mesmo rosto. A música, do fado à morna, foi o balanço que embalou os presentes nesta viagem. Das várias vozes ouviu-se Cesária Évora, Amália, Zeca Afonso ou Vinicius de Moraes.
A sala do Teatro Tivoli, em Lisboa, esteve repleta de ilustres já que a ocasião assim o justificava, o 25º aniversário da UCCLA. Embora existissem alguns lugares por preencher, na plateia  viam-se os olhos claros de Celina Pereira, o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa e o seu irmão Ricardo Costa, o Presidente da Praia, Ulisses Correia e Silva e o cantor cabo-verdiano Bana, entre outros.
A cicerone de serviço foi a apresentadora brasileira Priscila Sousa da zona de Natal e as hostes da casa foram feitas por Miguel Anacoreta Correia – Presidente da UCCLA – e pelo vice-presidente de Salvador da Baía – Edvaldo Brito. Nas palavras de Anacoreta Correia “[A UCCLA] é um projecto actual, que num momento de crise,  mostra como é bom ver a solidariedade entre as cidades que falam português”.
Recordando o seu fundador, Nuno Abecassis, Anacoreta falou do cariz inovador que a criação da UCCLA teve na sociedade das nações da língua portuguesa em 1985. Agora, com “A Viagem do Fado” o objectivo do actual presidente é elevar o fado a património imaterial da Humanidade. Assim, o espectáculo de comemoração foi uma viagem que partiu de Lisboa com o grupo “Alma de Coimbra” que cantaram “Sôdade” de Cesária Évora.
Logo a seguir ao primeiro grupo, Priscila Sousa anunciou a tão desejada viagem, “rumo à música, pelo fado”. A fadista Raquel Tavares foi a primeira voz feminina da noite com uma morna e o fado “Deste-me um beijo e vivi”. Daqui, Pedro Joía, Edu Miranda e a brasileira Luanda Cozetti levaram os presentes até terras de Santa Cruz com “Se por acaso”.
Como nada foi deixado ao acaso, os vestígios portugueses que ficaram na Índia foram resgatados pela goesa Sónia Shirsat com o “Barco Negro” de Amália Rodrigues e por Rão Kyao ao tocar “Povo que lavas no rio” com flauta.Se a língua portuguesa está viva é também porque cada vez mais há gente a falá-la. O rumo d’A Viagem do Fado” levou ao palco o quarteto ucraniano Dzvin e o par de dançarinos Juan e Graciana.
De  volta a Lisboa, ouvimos o jovem António Zambujo e duas grandes referências de jazz português: Carlos Martins e Bernardo Sassetti. Momentos de arrepio que levaram à cereja em cima do bolo: Lura. A cantora cabo-verdiana encarnou “De quem eu gosto nem às paredes confesso”, o clássico “Beleza” e, com a ajuda dos presentes, “Na ri na”.
Por fim, Carlos do Carmos, recebeu a língua portuguesa numa casa que conhece bem: o fado. “O fado é sedutor – ouve-se na plateia “É nosso!” – não, é especial”, afirmou Carlos do Carmo, numa última homenagem a Joaquim Campos e a Alfredo Marceneiro, compositores.
Uma noite singular em que o fado foi cantado por todas aqueles que falam português, de Goa a Salvador da Baía.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Biblioteca Particular de Fernando Pessoa está online

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa estão disponíveis gratuitamente online desde quinta-feira à tarde no site da Casa Fernando Pessoa. “Mais gente vai ter acesso a este espólio, mais gente vai poder estudá-lo e mais Pessoanos vão nascer”, disse o presidente da câmara, António Costa, na cerimónia de apresentação do projecto em Lisboa.
Depois da digitalização, continuará a ser feito o restauro das obras. Em Novembro será lançada pela Casa Pessoa, a revista Pessoa (substituindo a Tabacaria) e realizar-se-á o segundo congresso dedicado ao escritor no Teatro Aberto, dias 23 a 25.


Até agora, só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia consultar este acervo que é "riquíssimo", mas com o site, bilingue (português e inglês, e disponível em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt) em qualquer lugar do mundo, com uma ligação à Internet é possível consultar, página a página, os cerca de 1140 volumes da biblioteca, mais as anotações - incluindo poemas - que Fernando Pessoa foi fazendo nas páginas dos livros. "Manuscritos que muitas vezes se deterioram com o tempo, pois muitos deles foram feitos a lápis", disse Inês Pedrosa. Por isso já começaram o restauro destas obras. "Alguns já estão restaurados, pedimos um orçamento à Fundação Ricardo Espírito Santo e estamos agora à procura de outra instituição para o pagar", disse ao PÚBLICO a escritora. Em Novembro, realiza-se o 2º Congresso Internacional Fernando Pessoa e no dia 23 será lançada a revista, trimestral e bilingue, de literatura e ensaio.


Tudo começou em 2008 quando o investigador e estudioso da obra de Fernando Pessoa, Jerónimo Pizarro, propôs à directora da Casa Pessoa, Inês Pedrosa, que se fizesse a digitalização dos livros que pertenceram ao poeta. Estão disponíveis em PDF e JPG e na íntegra. A Fundação Vodafone Portugal apoiou a iniciativa com 77 mil euros e assim foi possível concretizar o sonho de Pizarro: "Tornar Pessoa ainda mais universal e ter a sua biblioteca aberta ao mundo inteiro", disse o investigador que na cerimónia recebeu a medalha de mérito municipal, atribuída por António Costa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen em Janeiro na Biblioteca Nacional

O espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen será doado a 26 de Janeiro de 2011 pela família da escritora à Biblioteca Nacional, onde se inaugura no mesmo dia uma exposição sobre a sua vida e obra.
A inventariação e classificação dos papéis de Sophia (1919-2004) está a cargo da especialista em tratamento de Espólios de Literatura Portuguesa Contemporânea Manuela Vasconcelos e de Maria Andresen, filha da autora, e conta com o apoio do Centro Nacional de Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do BPI (Banco Português de Investimento).
Em Março deste ano, quando já estavam catalogadas 80 caixas de materiais da autora, Maria Andresen encontrou em casa vários cadernos com inéditos, numa arca com fundo falso trazida de casa da mãe e que pensava conter apenas fotografias antigas. 
No dia seguinte ao do acto oficial de doação do espólio, 27 de Outubro, começa um Congresso Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen, uma iniciativa de Maria Andresen e do Centro Nacional de Cultura, que decorrerá nas instalações da Gulbenkian, em Lisboa.
Ao longo de dois dias, o colóquio contará com a participação de estudiosos, críticos e tradutores nacionais e estrangeiros cujos trabalhos sobre a escritora são conhecidos e também com alguns jovens investigadores que iniciaram agora a descoberta da sua obra.
Ainda durante o mês de Outubro estará disponível um site com toda a informação sobre a cerimónia de doação do espólio, a exposição (que estará alguns meses patente na Biblioteca Nacional) e o programa do congresso, segundo o Centro Nacional de Cultura.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O dia dos Prodígios

Naquele dia aconteceram três coisas em Vilamaninhos, um lugar em lugar nenhum mas no Algarve: a mula de José Pássaro Volante (Carlos Paulo) fartou-se dele e fugiu, deixando o homem confuso e descoroçoado a arrear na mulher; a camioneta não só parou como dela saiu um mancebo fardado (Diogo Morgado) a perguntar pela casa de Carma Parda (Filomena Cautela), o que sendo, a bem dizer, inédito, ainda assim não se compara ao prodígio, protagonizado por Jesuína Palha (Teresa Faria) e testemunhado pela maralha de aldeões que viram a serpente ganhar asas e voar, ali mesmo, de frente para os seus olhos. Depois, além do tempo, passaram-se coisas. Poucas, o normal e mais quase nada. Um soldado morreu, e o outro, aparecido no seu lugar quando a camioneta voltou a parar na estrada, fanfarrão e generalizadamente estúpido, nem buliu com a melancolia da pobre Carma. Até houve uma revolução. Uns soldados foram lá num instante avisar que o mundo ia mudar, que a sociedade agora era dos descamisados, e partiram depois de mais um ror de palavras invulgares. E eles lá continuaram: a Carma sem conseguir contrariar o destino; a Branca (Lucinda Loureiro) agarrada ao que sempre foi o seu; o Manuel Gertrudes (Rogério Vieira) e as suas saudades da guerra, mais a Jesuína e as suas saudades da bicha que a encantou ao voar; o José Jorge Júnior (José Martins) já de todo passado dos carretos; a mula do Pássaro ainda e sempre a monte. Algo mudou, decerto, mas tudo ficou mais coisa, menos coisa, na mesma. O mundo simbólico de Lídia Jorge, essa caprichosa variedade de realismo mágico tardio e escrita poética, por vezes demasiado arredondada, embora fascinante no seu romance de estreia, não é facilmente perceptível na encenação desta produção do Trindade e da Comuna. Como não é também pressentida a riqueza dramática dos regionalismos adoptados pela autora, que, na peça, parecem sempre esforçados, pouco convictos, corpos estranhos que embaciam a trama.  Ainda assim, embora frustrada, a direcção de Cucha Carvalheiro é um notável trabalho de amor que captura sagazmente a ambiência do vazio existencial português.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

DocLisboa 2010 começa amanhã


A oitava edição do festival DocLisboa vai começar amanhã. Pela primeira vez, o certame vai abrir com um filme português, o documentário «José e Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes, que retrata o quotidiano de José Saramago e da sua mulher, a jornalista Pilar del Río. «Mais um Dia à Procura», de Maria Simões, que segue o percurso do atuneiro açoriano Pepe Cumbrera, «Ernesto "Che" Guevara», de Richard Dindo, baseado nos diários do revolucionário, e «Memórias de Fogo», de Frederico Miranda, que relatam a vida de guardas florestais do Norte e Centro de Portugal, são apenas alguns dos filmes que também fazem parte do cartaz do festival.Apesar do destaque que o documentário em português vai ganhar nesta edição, a organização sublinha a fragilidade do género no nosso país: «A situação do documentário português é muito preocupante, porque a maior parte das casas de produção estão em downsize ou à beira de fechar. O financiamento atribuído pelo ICA [Instituto do Cinema e Audiovisual] pode manter-se na quantidade, mas diminui o número de filmes financiados», alertou Sérgio Tréfaut, o director do festival. «Este é um ano de transição. Ele cresceu, ganhou novos espaços, alargou-se e hoje é um festival incontornável no panorama europeu do documentário e esta dinâmica pretende-se manter», reflectiu ainda Tréfaut, citado pela a agência Lusa durante a apresentação do festival no passado mês de Julho. O director e realizador adiantou ainda que irá afastar-se gradualmente do DocLisboa para avançar com novos projectos, sendo substituído pelo crítico de cinema Augusto M. Seabra. Na sua oitava edição, o festival contará com retrospectivas dedicadas aos realizadores Joris Ivens, que Sérgio Tréfaut chamou de «pai do documentário», Marcel Ophuls e Jorgen Leth. Os dois últimos cineastas também vão participar emmasterclasses e em encontros com o público. A competição nacional e internacional, a homenagem ao documentário suíço e a secção «A Cidade e o Campo» são outros destaques do DocLisboa deste ano. O presidente do júri será o cineasta Thierry Garrel, homem importante na mudança do documentário europeu a partir dos anos 80.
Pode aceder ao site oficial do DocLisboa a partir daqui.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Festa do Cinema Francês

É hoje que a Festa do Cinema Francês tem a sua inauguração oficial em Lisboa. A 11ª edição do evento organizado pelo Instituto Franco-Português, dedicado à divulgação do cinema francês contemporâneo em toda a sua variedade, tem direito a noite de gala no cinema São Jorge com a ante-estreia do filme de Radu Mihaileanu “O Concerto”, com Alexei Guskov e Mélanie Laurent.
É o pontapé de saída para um mês de projecções, retrospectivas e acontecimentos que se prolongará até ao próximo 9 de Novembro. 
Em Lisboa, a Festa decorre até 16 de Outubro no cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Instituto Franco-Português, após o que começa a viajar por Portugal. 
O Forum Municipal Romeu Correia, em Almada, recebe a Festa de 13 a 17 de Outubro. Seguir-se-ão o Porto (cinema Passos Manuel, Teatro do Campo Alegre e Fundação de Serralves) de 19 a 24 de Outubro; Guimarães (Centro Cultural Vila Flor) de 21 a 24 de Outubro; Faro (Teatro Municipal) de 24 a 31 de Outubro; e Coimbra (Teatro Municipal Gil Vicente) de 3 a 9 de Novembro.  Ao todo, serão 20 ante-estreias de filmes que estão já adquiridos para distribuição em Portugal, três retrospectivas de peso, secções dedicadas às curtas-metragens e ao cinema para os mais novos e programação paralela na RTP e nas lojas Fnac, acompanhadas pela presença entre nós de realizadores e actores.
Já este fim-de-semana, a Festa recebe a presença da actriz Sandrine Bonnaire, “madrinha” da edição 2010, homenageada com uma curta retrospectiva de seis filmes-chave da sua carreira, e que estará presente nas projecções de “Joueuse”, de Caroline Bottaro (São Jorge, sexta 8 às 19h30), e do documentário que realizou sobre a sua irmã, “Elle s'appelle Sabine” (São Jorge, sábado 9 às 21h30).
Também entre nós estará o realizador Pierre Étaix, autor de uma das mais injustamente esquecidas obras da comédia francesa apresentada na retrospectiva “O Universo Burlesco de Pierre Étaix”, que apresentará na Cinemateca os filmes “Le Soupirant” (sexta 8 às 21h30) e “Le Grand Amour” (sábado 9 às 21h30). 
Jane Birkin, que deveria vir apresentar o filme de Jacques Rivette “36 Vistas do Monte Saint-Loup” (São Jorge, sexta 8 às 22h00), anulou a sua visita por motivo de doença. 
Em contrapartida, estarão entre nós Louis-Do de Lencquesaing, protagonista de “O Pai das Minhas Filhas” de Mia Hansen-Løve (São Jorge, sábado 9 às 19h30), Louis-Ronan Choisy, actor de “O Refúgio” de François Ozon (São Jorge, domingo 10 às 19h30) e Pascal Chaumeil, realizador da comédia com Romain Duris e Vanessa Paradis “O Quebra-Corações” (São Jorge, sábado 9 às 22h00).
Os pormenores podem ser consultados no site oficial do evento em www.festadocinemafrances.com, que propõe para lá do calendário a possibilidade de visualizar informações e trailers de todos os filmes apresentados. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nobel da Literatura para Mario Vargas Llosa


Autor de obras como "Conversa na Catedral", "Pantaleão e as visitadoras", "A festa do bode" e "Travessuras da menina má", Llosa, de 74 anos, foi o vencedor do Prémio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994. Isto para além de outras distinções de que foi alvo ao longo da sua carreira. 
O escritor peruano foi distinguido por uma escrita que faz a "cartografia das estruturas do poder", justificou hoje a Academia Sueca. O organismo elogiou ainda um autor cuja obra revela "imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo". É a 11.ª vez que o  Nobel da Literatura é atribuído a um autor em língua espanhola, com Vargas Llosa a juntar-se a uma galeria de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) e Gabriela Mistral (1945).
No ano passado, a escritora romena Herta Muller, de 56 anos, radicada na Alemanha, foi a vencedora do Nobel da Literatura. Em 2008 a distinção tinha sido entregue ao francês Jean-Marie Gustave Le Clézio. 
As saudações ao escritor peruano Mario Vargas Llosa multiplicaram-se hoje pela Internet assim que foi conhecida a decisão do Comité Nobel.
Dezenas de pessoas deixaram já mensagens de saudação e de parabéns na página do escritor no facebook, como nome do escritor a ser referido em milhares de mensagens na rede twitter.
A notícia domina já toda a imprensa em Espanha e nos países de língua espanhola, com vários artigos a recordar a biografia e bibliografia do escritor e comentador peruano.
O jornal espanhol El Pais, onde Vargas Llosa é colaborador regular, recordou recentes artigos e entrevistas do escritor incluindo a mais recente, por ocasião da publicação do seu último livro "El sueño del celta", em que reconstrói a vida de Roger Casement, defensor dos direitos humanos.
"O nacionalismo é a pior construção do homem", afirmava na altura Vargas Llosa que dedicou às últimas eleições na Venezuela o seu mais recente artigo no jornal.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Exposição Viva a República!


“Uma exposição de grande rigor científico, com uma estética que revela bom gosto e modernidade”. Foi com estas palavras que o Primeiro-Ministro, José Sócrates, qualificou a exposição do Centenário “Viva a República! 1910-2010”.
O presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva, afirmou por seu turno que a exposição “Viva a República! “ é um projecto que marcará indiscutivelmente as Comemorações do Centenário da República”. Um projecto que ”não se desvia uma linha de uma apreciação crítica e plural de tudo que se passou na I República”.
Artur Santos Silva salientou porém o “grande constrangimento, relacionado com as vicissitudes do calendário eleitoral”, que “impediu a CNCCR de realizar despesas relevantes” até à aprovação do Orçamento de Estado, o que esteve na origem do adiamento da inauguração da exposição. E apelou ao Governo para que permita o prolongamento do prazo em que “Viva a República” estará patente ao público, na Cordoaria, para que possa ser visitada pelas escolas do país.
“Contamos com o apoio do Governo para o prolongamento da exposição”, disse Artur Santos Silva.
Entrar no espaço de um comício republicano, revisitar o local emblemático que era o Rossio de há 100 anos, caminhar sobre a cidade onde a 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República e reviver a travessia do Atlântico feita por Sacadura Cabral e Gago Coutinho em simulador são convites feitos aos visitantes que, nesta exposição, poderão também conhecer o Parlamento ou ainda ver, em filmes de época, como foram os tempos da Revolução.
A exposição Viva a República! tem entrada livre e está aberta todos dias, das 10h00 às 18h00, na Cordoaria Nacional, em Lisboa.