segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lutetia

26 de abril de 1945. Os primeiros deportados que sobreviveram aos horrores dos campos de concentração nazis encontraram a liberdade em solo francês. Foi em Saint-Germain des Prés, na esquina da Boulevard Raspail com a Rue de Sèvres, que tudo aconteceu no famoso Hotel Lutetia. Muitos deportados ficaram aqui até ao fim do mês de Agosto e muitos deles souberam aqui da morte ou desaparecimento dos seus parentes e conhecidos. O Hotel Lutetia também acolheu deportados estrangeiros e crianças judias de Buchenwald, combatentes da resistência polonesa presos na França, republicanos espanhóis capturados em 1940 e deportados para Mauthausen. Se Lutetia era um lugar de regresso à vida, também era símbolo da dimensão da tragédia, especialmente para aquelas famílias que vinham ao hotel todos os dias e esperavam encontrar algum parente.
Através de quinze Posters, a exposição aborda os diversos aspectos levantados pela recepção dos sobreviventes. Como é que o governo acabou por escolher, em Paris, um local de encontro e de controlo reservado para deportados? Quem fez parte desta gestão? Qual o papel da Resistência na logística desta acção?
Temática interessante e rica em informação com alguns objetos expostos valiosos e que justificam por si só a visita, nomeadamente, sapatos usados por deportados nos campos de concentração e também algumas peças de vestuário. De realçar a exposição de uma 'Estrela de Judeu' que os judeus usavam ao peito. No entanto, tamanha e vasta informação e conteúdo deveriam ser tratados de forma menos aborrecida nos Posters expostos. A disposição dos Posters também é deficitária e prima pela falta de espaço da galeria.


9 a 14 Janeiro 2017 
Salle Aurore,avenue Lafayette.
Rochefort

domingo, 8 de janeiro de 2017

Pompeia


O início de Pompeia não é nada animador. Um homem que mata e deixa morrer uma criança. E descobrimos logo o vilão. Sem surpresas. A criança que obviamente não morre será o herói. Sem surpresas. Depois, anos mais tarde surge a criança já homem feito e uma mulher que o olha e admira. Será a donzela e rapidamente se apaixonam. Sem surpresas. O discurso é do mais previsível que pode existir. 
O diretor Paul W.S. Anderson limita-se a usar Pompeia como plano de fundo para brincar e mostrar mortes, espadas, combates, guerras e corpos mutilados. Só. 
Há quem acredite que a salvação do filme está nos efeitos sonoros e nos efeitos especiais. Eu não. Nada salva este filme e todos os efeitos são péssimos. 
Os atores pouco falam e pouco interagem. Parecem modelos de uma passerelle que o Paul W.S. Anderson dirige. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Race

Stephen Hopkins não tem o mesmo brilhantismo no cinema como tem em séries televisivas (24 Horas, Californication e House of Lies). Fez até agora filmes mediocres e com o seu último Race não fugiu a esse registo. O filme conta a história real do lendário Jesse Owens, atleta negro que brilhou nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, e que 'destruiu' a festa dos ideais de supremacia ariana de Hitler. A personagem é interessante e a história é fascinante. O filme, no entanto, não é nada mais que 'fraquinho'. Tem alguns bons momentos, alguns atores competentes, mas nada oferece de novo. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Inferno


Näo é preciso muito para perceber que Inferno é fiel ao seu próprio titulo. Custa ver e terminar de ver um thriller em que se adivinha tudo: desde a corrida contra o tempo e o inimigo, aos desfechos que estão  longe de serem surpreendentes. Filme enfadonho com um Tom Hanks ainda mais enfadonho. Sò o actor Irrfan Khan, com uma postura agradável, enche a sua personagem da dose certa de coerência.