quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Aminatu Haidar


Aminatu Haidar é o mais recente rosto da luta pelos direitos humanos.A activista sarauí está em greve de fome há 31 dias na ilha espanhola de Lanzarote após ter sido expulsa da cidade de El Aaiún, em Marrocos, tudo porque escreveu no documento de entrada que era uma cidadã sarauí.Aos 42 anos, Aminatu Haidar luta pela independência do Saara Ocidental, causa que lhe valeu 4 anos de prisão na década de oitenta onde foi torturada. À clausura Haidar decidiu juntar uma greve de fome de 50 dias. Em 2005 voltaria a estar detida durante quatro meses por ter participado numa manifestação.O ano passado Aminatu Haidar foi galardoada com o Prémio Direitos Humanos Robert Kennedy e depois de o ter recebido e regressar a Marrocos acabou por ser expulsa pelas autoridades.Ao vigésimo-sexto dia de luta, os médicos alertaram para o perigo de vida da activista e referem que cada dia que passa é menos um dia que Haidar tem de vida. À medida que os dias vão passando vão agravando-se os sintomas de fraqueza, desde intolerância à luz, dores musculares e ósseas, até tonturas e dificuldade em manter-se em pé.Actualmente, União Europeia, Estados Unidos e a ONU estão empenhadas (dizem eles) em pressionar o Gorverno marroquino para encontrar uma solução para a activista sarauí que afirma querer regressar à região viva ou morta. Quando é para ser galardoada ou receber prémios as coisas acontecem à velocidade da luz, mas agora e quando Aminatu necessita de respeito e dignidade, a luz está lá no fundo de um túnel repleto de interesses políticos. Aminatu Haidar luta pela autodeterminação do povo do Saara Ocidental ocupado por Marrocos e exige que a comunidade internacional aplique a lei internacional da autodeterminação à semelhança do que aconteceu com Timor-Leste. O objectivo é que se realize um referendo onde se encontre a Independência como uma das hipóteses de escolha. Hoje estou mesmo chateada com esta apatia internacional...até quando Aminatu vai esperar? Por agora sobrevive corajosamente e com a morte à espreita.

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