
As fotografias deste colectivo, juntas, permitem não só contrastar olhares como confrontar uma visão geracional sobre África, porque a esta nova geração de uma África cosmopolita juntam-se artistas como o maliano Malick Sidibé de 74 anos que, ao mesmo tempo, realiza uma exposição individual no Palácio das Galveias, em Lisboa, integrada nas actividades paralelas do DocLisboa.
Uma das propostas da mostra que, depois de Lisboa, segue para o Gana e a Nigéria (depois de ter passado em Florença e Nova Iorque), é retratar a história da fotografia africana. Algumas imagens são de arquivo, mostram o que eram os primeiros retratos etnográficos (alguns de autor desconhecido) e estão numa das três secções da exposição, com curadoria do dramaturgo nigeriano Awam Amkpa.
A exposição, que partiu de uma ideia deste antigo professor de teatro e de televisão em Inglaterra e actualmente professor associado na New York University, pretende ir mais longe e retratar também a influência da fotografia do continente em imaginários não-africanos e da diáspora africana. As duas outras secções são retratos de africanos nas cidades para onde migraram e fotografias de África por fotógrafos não-africanos.
1 comentário:
Olá Bé,
Vi os anúncios desta exposição, creio que na RTP2, e fiquei desde logo curioso. Mas agora, depois de ler a sua apresentação da exposição, fiquei com a certeza de que em breve a irei ver. Sinto-me particularmente curioso...
Beijo,
Alexandre Correia
Enviar um comentário